quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Alimentos funcionais


Quando estamos com algum probleminha é bom “atirar em todas as direções” para combater o inimigo, mas não é só nestas situações que devemos consumir alimentos que possam ajudar a melhorar a saúde e até prevenir problemas graves.



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Alimentos Funcionais


Dra. Jocelem Mastrodi Salgado

Profa. Titular de Nutrição - ESALQ/USP

Presidente da Soc. Bras. de Alimentos Funcionais


1) O que são alimentos funcionais?

Alimento funcional é aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica. A eficácia e segurança desses alimentos deve ser assegurada por estudos científicos.


2) Qual a importância desses alimentos para a saúde?

Atualmente os brasileiros enfrentam um avanço das doenças crônicas degenerativas por conta de um estilo de vida desequilibrado que envolve maus hábitos alimentares e sedentarismo. O consumo regular desses alimentos pode ser uma alternativa para conter o avanço dessas doenças e fazer com que as pessoas se conscientizem que a alimentação tem um papel fundamental sobre a saúde delas.


3) Eles podem curar doenças? Quais?

Inicialmente é preciso esclarecer que os alimentos funcionais não curam doenças, ao contrário dos remédios. Eles apresentam componentes ativos capazes de prevenir doenças ou reduzir o risco de certas doenças. Quando consumidos em sua forma natural, ou seja, na forma de alimento, não apresentam contra indicações e podem ser consumidos com tranquilidade, sem prescrição médica. Dentre as doenças mais investigadas estão as cardiovasculares, câncer, hipertensão, diabetes, doenças inflamatórias, intestinais, certas afecções reumáticas, Mal de Alzheimer, entre outras.


4) O termo "alimentos funcionais" é novo, quando passou a ser usado?

Historicamente, a utilização de certos alimentos na redução do risco de doenças é considerada a milhares de anos. Hipócrates, há cerca de 2500 anos atrás já pregava isso em sua célebre frase "Let food be the medicine and medicine be the food" que eu resumo da seguinte forma: "faça do alimento o seu medicamento". No entanto, somente no final deste último século, na década de 90, é que começou haver um interesse renovado por esse assunto, e foi quando o termo "alimento funcional" passou a ser adotado. As pesquisas se intensificaram e o conceito de alimento funcional tornou-se mais conhecido do público leigo e também de pesquisadores que até então não estavam envolvidos com estudos nessa área.


5) O termo funcional foi inicialmente usado no Japão?

O Japão foi o pioneiro na produção e comercialização de alimentos funcionais. Conhecidos como FOSHU, "Foods for Specified Health Use", os funcionais japoneses sustentam um selo de aprovação do Ministério da Saúde e Bem Estar. A lei japonesa foi elaborada em junho de 1997, mas não é a única atualmente. Hoje vários países contam com uma legislação específica, e conforme já adiantamos, no Brasil, as regras foram instituídas a partir de 1999.


6) Quais as principais regras/ postura que a indústria de alimentos dever ter na elaboração de produtos funcionais?

A indústria deve seguir a legislação do Ministério da Saúde. As resoluções nº 18 e 19 de 30/04/99 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelecem normas e procedimentos para registro de alimentos e/ou ingredientes funcionais. Para se obter o registro de um alimento com alegação de propriedades funcionais e/ou de saúde, deve ser formulado um relatório técnico científico bastante detalhado, comprovando os benefícios e a segurança de uso do alimento.


7) O que deve constar na identificação do rótulo?

A princípio, o rótulo deve conter as mesmas informações exigidas para um produto convencional. Além disso, o fabricante poderá colocar o "claim" (alegação) de funcional ou de saúde previamente aprovada pela Anvisa. Por exemplo, em um alimento contendo proteína de soja, o seguinte claim poderá ser permitido "O consumo diário de no mínimo 25 g de proteína de soja pode ajudar a reduzir o colesterol...."


8) Para obter benefícios desses alimentos é necessário ingeri-los diariamente? Qual é a orientação para inclui-los numa dieta saudável?

Sim, para que os benefícios sejam alcançados é necessário que o consumo seja regular. A nossa sugestão é que as pessoas passem a utilizar mais vegetais, frutas, cereais integrais em sua alimentação, já que grande parte dos componentes ativos estudados estão contidos nesse alimentos. Uma outra dica é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados (especialmente carne de soja e isolados protéicos de soja) ou peixes ricos em ômega 3.

O consumidor deve também estar atento e procurar saber se o alimento que está comprando (referimo-nos àqueles processados pela indústria), teve sua eficácia avaliada por pesquisas sérias. Para que os resultados sejam eficazes, é importante que o consumidor siga as instruções na rotulagem, utilizando o produto da forma recomendada pelo seu fabricante. Além disso, é importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada. Isto quer dizer que se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos, se associa-lo a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.


9) Quais os riscos que o consumidor corre se consumir o produto de forma errada?

O único risco que existe é não obter os resultados esperados, já que esses alimentos não tem contra indicação.


10) Produtos enriquecidos com vitaminas e sais minerais são funcionais?

Depende, a maioria não. Se o enriquecimento não comprovar qualquer efeito adicional sobre a saúde, o alimento deve ser categorizado como alimento enriquecido de nutrientes essenciais. Contudo, se estudos comprovarem a ação desse enriquecimento sobre alguma doença crônica não transmissível, ou ainda, se esse enriquecimento vier acompanhado da adição de outros ingredientes funcionais, aí poderemos considerar esse alimento como um funcional.


11) Quais os principais compostos funcionais investigados pela ciência?


12) O que leva os consumidores a se interessarem pelos alimentos funcionais?

Os consumidores estão cada vez mais conscientes da ligação entre saúde e nutrição. A tendência atual é dar preferência à prevenção e não à cura de doenças. Os consumidores querem diminuir os gastos médicos, envelhecer com saúde, com qualidade de vida, além de neutralizar os danos que o meio ambiente causa, como poluição, microorganismos e químicos na água, ar e alimentos. As evidências científicas sobre a eficiência dos alimentos funcionais estão cada vez mais crescentes, e isso dá segurança para o consumidor.


13) Como anda o mercado de funcionais industrializados?

O mercado de alimentos funcionais tem crescido muito nos últimos anos e em 2000, no mundo todo, apresentava um potencial de vendas de cerca de US$ 70 bilhões/ano (Alimentos & Tecnologia, n.87, 2000). O conceito de alimento funcional surgiu no Japão nos anos 80 e hoje nesse país, já existem cerca de 200 tipos diferentes de alimentos funcionais. Além do mercado Japonês, o de países europeus e o norte americano a cada dia apresentam novidades nesse segmento. No Brasil, embora o mercado esteja em crescimento, ainda é tímido, ocupando uma posição defasada em relação à países como Japão, EUA e Europeus.



Dra. Jocelem Mastrodi Salgado é autora dos livros:

"Previna Doenças. Faça do Alimento o seu Medicamento"; "Pharmácia de Alimentos. Recomendações para Prevenir e Controlar Doenças", "A Alimentação que Previne Doenças - Do Pré Natal ao 2º Ano de Vida do Bebê" e "A Alimentação que Previne Doenças - Do Pré escolar à Adolescência".


Fonte: Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais

http://www.sbaf.org.br/



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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Qual é a diferença? De marca, genéricos e similares


Em uma postagem anterior eu mencionei que comprei um medicamento similar que não estava tendo o mesmo efeito dos genéricos que eu já havia usado antes.

Muito insegura quanto a esta questão fui pesquisar a respeito e depois de ler o que encontrei decidi que nunca mais comprarei medicamentos similares, só utilizarei os de marca ou genéricos e fiquei com algumas perguntas entaladas!


Para que existem os medicamentos similares se eles não substituem os remédios de marca?


Porque os medicamentos similares têm a qualidade assegurada pelo Ministério da Saúde se não passaram por testes de bioequivalência?


De que adianta existirem remédios que possivelmente causarão algum efeito colateral, como a maioria, e que talvez não solucionem os problemas de saude?


De que adianta pagar mais barato por um remédio que poderá não ter o efeito necessário?


Como podem existir medicamentos que não tem sua eficácia comprovada, que podem não ter o efeito esperado e que nos quais não consta nenhuma informação sobre isso na embalagem e na bula?


Será que o consumidor não está sendo enganado?


Se as respostas são tão obvias surge uma última perguntinha bem inocente.

Será que não tem alguém ganhando muito dinheiro com isso?



Veja abaixo, a explicação que eu encontrei em um site bem interessante, a respeito das diferenças entre os medicamentos de marca, genéricos e similares.


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Medicamentos: marca X similar X genérico X manipulado.


Medicamento de marca ou referência:

É o produto inovador, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente por estudos e validados por ocasião do seu registro. Geralmente é o primeiro remédio que surgiu para tratar ou curar uma determinada doença e sua marca é bem conhecida. Ex: Aspirina (referência para o ácido acetilsalicílico).


Medicamento similar:

Contém o mesmo princípio ativo, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, mas não são bioequivalentes. Não pode substituir os remédios de marca na receita, pois apesar de terem qualidade assegurada pelo Ministério da Saúde, não passaram por testes de bioequivalência.


Medicamento genérico:

É um remédio intercambiável com o produto de marca ou inovador, ou seja, pode ser trocado por este, pois tem rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o organismo do paciente. Passou por testes de bioequivalência que servem para comprovar que dois produtos de idêntica forma farmacêutica, contendo idêntica composição, qualitativa e quantitativa, de princípio ativo, são absorvidos em igual quantidade e na mesma velocidade pelo organismo de quem os toma. Os genéricos podem ser trocados pelos medicamentos de marca quando o médico são se opuser à substituição.


Medicamento manipulado:

O medicamento é personalizado, desenvolvido exclusivamente para atender a quantidade e a dosagem ideal para um determinado tratamento, ou seja, sua exata necessidade. A farmácia compra o princípio ativo e produz o medicamento na quantidade necessária. Embora o medicamento manipulado sofra a fiscalização da Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), a exemplo dos similares, estes medicamentos também não são submetidos a testes de bioequivalência com os medicamentos de marca ou referência.


Fonte:

www.portaldocoracao.com.br/


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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Poesia

Sempre admirei a capacidade que temos para expressar nossos sentimentos e pensamentos, mas o que acho ainda mais incrível é a criatividade que algumas pessoas possuem como, por exemplo, os escritores, cineastas e pessoas ligadas a arte em geral. Fico imaginando como deve fervilhar de idéias essas cabeças criativas que são capazes de idealizar personagens e situações que nunca imaginaríamos!


Muitas pessoas já nascem com esta capacidade e outras se transformaram em criadores através das influencias que receberam ao longo de suas vidas.


Eu não tenho filhos, mas penso que muitos problemas que a sociedade está enfrentando hoje acontecem porque não estão observando o que os jovens estão fazendo, lendo, etc... Somos o fruto do que comemos, lemos, vemos, ouvimos...



Pensando nisso dá até um pouco de medo ao imaginar como será o futuro que pode vir a se tornar bem ruim se as pessoas continuarem a estimular ainda mais o materialismo, o consumismo e a satisfação imediata, e diminuindo a importância do desenvolvimento intelectual, emocional e espiritual.


Vejam a poesia linda que encontrei. Ela foi escrita por um jovem jornalista.



Sou o que não posso ser


Não podemos ser nós

Por nós mesmos...

Há muito de minha mãe em mim,

De meu pai, de amigos,

De inimigos, de estranhos...


Sou como mel que não consegue

Ser mel por si só

Mas néctar de milhões de flores

E como abelha, vou sugando

De estranhos o conhecimento

A experiência e a coragem.


Estranhos que não conheço

Que não conhecem-me

Mas cientes do compartilhamento

Pois aquilo que pareço ser

Não é aquilo que sou

Se não fragmentos de livros

De som, de sabor e de imagem...


Não posso ser o que não acabou

O que não acaba é continuo

Uma construção sem fim

A imensidão de um deserto

Com bilhões de bilhões

De grãos de areia.


Sou uma vastidão

Sou ermo de mim

Pois sou todos em um

O grande deserto

Onde trilho

Minhas idas e vindas

Meus vôos...

Minhas decaídas...


Davi Roballo

http://daviroballo.blogspot.com/


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Fibromialgia - Meus sintomas


Estes são os sintomas que apresentei e foram todos causados pela fibromialgia.

Quando olho para esta lista interminável eu fico espantada!

Como pode um único problema de saúde causar tantos sintomas desagradáveis e que aparentemente não tem ralação um com o outro!


- Dores fortes no corpo todo (braços, mãos, dedos, pernas, pés, sola dos pés, quadril, costas, pescoço).

- Sensação de peso e inchaço nos membros.

- Rigidez no corpo ao levantar pela manhã ou depois de ficar sentada por mais tempo.

- Sensibilidade ao frio com a piora das dores quando cai a temperatura.

- Insônia e noites mal dormidas.

- Síndrome das pernas inquietas.

- Acordar pela manhã sentindo-se cansada.

- Muito cansaço o dia todo.

- Muito sono o tempo todo.

- Necessidade de ficar deitada o tempo todo.

- Fraqueza.

- Falta de energia.

- Desanimo.

- Chorava muito.

- A depressão piorou bastante.

- Aumento de peso.

- Ansiedade.

- Dores de cabeça.

- Enjôos.

- Queda de pressão.

- Tontura.

- Desequilíbrio.

- As coisas que eu pegava ou segurava caiam das mãos com muita freqüência.

- Irritação incontrolável sem motivo.

- Intolerância a barulho e sons altos.

- Dificuldade para lidar com o estresse

- Cólicas abdominais.

- Síndrome do cólon irritável (diarréias).

- Constipação (prisão de ventre).

- Empachamento depois das refeições.

- Digestão difícil.

- Queimação no esôfago e no estomago.

- Falta de memória.

- Distração.

- Esquecimento.

- Falta de concentração.

- Confusão mental.

- Sensação de picadas nas pernas.

- Síndrome da bexiga irritável.

- Infecções urinárias.

- Pele sensível, principalmente no rosto e pescoço.

- Sensação de olho seco.

- Caminhava com dificuldade.

- Pressão no peito.

- Dor no maxilar e nos dentes.

- Bruxismo (apertar e ranger os dentes durante o sono).

- Zumbidos nos ouvidos.


Atualmente estou em tratamento e muitos destes sintomas não tenho mais, alguns persistem e outros aparecem de vez em quando nas crises e nas recaídas.

O que anda me incomodando muito é o cansaço, a falta de energia e o desanimo, estes três problemas são freqüentes, me prejudicam demais e estão tornando minha vida bem difícil.


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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fibromialgia - Recaída ou crise?


Acho que estou tendo uma recaída e não uma “simples” crise.

Como é a primeira vez que tenho fibromialgia... Algumas vezes não tenho bem certeza do que está acontecendo, conclui que estou tendo uma recaída porque já tive vários episódios com aumento das dores desde que iniciei o tratamento e considero estes episódios como crises. Acho que estou tendo uma recaída porque estão voltando vários sintomas que eu tinha antes e também estão aparecendo novos sintomas!!!


Hoje estou bem pior que ontem e não é pouquinho, meu marido percebeu que estou piorando e que estou mais deprimida. Isso teve inicio, há vinte e sete dias atrás, quando comecei a tomar o antidepressivo que havia comprado na farmácia e logo nos primeiros dias eu notei que não estava fazendo o mesmo efeito comparado aos os que eu já tinha tomado antes. Eu tomo este medicamento desde novembro do ano passado, então acredito que estou bem familiarizada com o efeito dele, este que estou tomando agora é de um laboratório que nunca tinha usado antes, ele não é o medicamento original e nem o genérico, este que tenho agora é um similar e isso fez com que eu desconfiasse da eficácia do remédio. Já li matérias onde os médicos não recomendam o uso de antibióticos similares e de laboratórios desconhecidos por já terem constatado a sua ineficácia que no caso de uma infecção é bem grave. Não vou dizer agora qual é o medicamento e nem o nome do laboratório porque quero primeiro conversar com todos os meus médicos e ver qual é a opinião deles a respeito da minha recaída.


Procurei observar também se ocorreu alguma mudança na minha vida que pudesse acarretar a minha piora e isso não aconteceu, antes deste remédio eu estava me sentindo muito melhor e mais feliz. Na verdade estou torcendo para que seja um problema com o remédio e não comigo.


Até a próxima.


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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fibromialgia e depressão - O antes e o depois


Algumas vezes sentimos falta de alguém porque a pessoa simplesmente sumiu. O sumiço das pessoas pode acontecer por vários motivos, o mais provável é que as coisas para ela estão muito boas ou estão muito ruins. No meu caso as coisas estão melhorando! Ufa!!!

Desde o dia 29 de agosto eu venho sofrendo menos por causa das dores causadas pela fibromialgia, elas se tornaram menos freqüentes e quando aparecem vem com menor intensidade. Não me perguntem por que, pois não sei responder. Eu mesma ando me perguntando isso e por mais que eu queime os meus neurônios não consigo desvendar este mistério. Será que eu fiz alguma lavagem cerebral em mim mesma e consegui me livrar de algum “peso” emocional sem perceber?

Bem, eu ando mais levinha mesmo porque de novembro para cá, época em que iniciei meu tratamento, já eliminei sete quilos dos onze que adquiri durante o meu calvário! Calma... Eu sei que vocês vão querer a fórmula milagrosa que causou essa maravilha! Quem é que não quer eliminar alguns quilinhos, não é mesmo?

Desde o inicio do meu tratamento eu estou tomando dois antidepressivos e um deles diminui a ansiedade. Eu já convivi com pessoas muito ansiosas e achava aquilo tudo bem estranho. Fiquei muito surpresa quando fiquei sabendo que estava com ansiedade porque como eu nunca fui assim, não me via desta forma, não reconheci os sintomas e não consegui perceber este problema. O que eu sentia era um tipo de fome constante, eu acabava de almoçar e depois de cinco minutos já sentia fome outra vez. Eu estava achando isso horrível porque nunca tive loucura por comida, nunca vivi em função da dela, sempre me alimentei com apenas o necessário e por isso sempre consegui manter meu peso ideal.

Quando eu era criança, provavelmente por eu comer pouco, me deixavam de castigo para me obrigar a comer e eu passava horas neste castigo, sozinha na cozinha, sentada em frente a um prato de comida sem a menor vontade de comer. “Coitadinho” do meu pai, ele não sabia como lidar com a minha falta de apetite. Eu sempre fui a mais magrinha da família e nunca fui uma criança que vivia doente, ou seja, eu era saudável, mas era considerada raquítica pela minha avó materna, que era de uma geração em que as crianças tinham que ser gordinhas e só assim eram consideradas saudáveis, as crianças magras eram consideradas fracas e doentes.

As mães realmente são criaturas maravilhosas e a minha não era diferente. Vejam do que ela era capaz! Enquanto todos estavam na sala assistindo TV, eu ficava sozinha na cozinha em frente aquele prato de comida, já gelada, sem a menor vontade de tocar nela. De repente quem aparecia? A minha mãe! Ela sabia que eu não ia comer aquela comida, então com a desculpa de ver se eu estava comendo, ela saia da sala, vinha até a cozinha e comia um pouco daquela comida gelada! Provavelmente ela engolia aquilo quase sem mastigar enquanto andava até a sala! Isso ela fazia umas duas ou três vezes e na última dizia mais alto:
- Agora já está bom. Pode ir!
Ela fazia isso porque sabia que se eu não comesse meu pai viraria uma fera e as coisas não acabariam bem!
Elas são ou não criaturas incríveis?

Entre mães e filhos as palavras são desnecessárias. Lembro-me muito bem da nossa troca de olhares que fazia com que eu me sentisse compreendida e amparada. É... Nesta hora não teve jeito mesmo, estou chorando! Mãe faz muita falta e a gente só percebe o quanto, quando perde! Ela é uma das poucas criaturas neste mundo, com a qual podemos realmente contar (além do seu cachorro, é claro). Se você ainda tem mamãe não deixe de pararicá-la muito, ela merece isso! As mães fazem as coisas mais simples da vida, como por exemplo, um chazinho qualquer ou uma sopinha, quando estamos doentinhos. Se você prestar bem atenção são estas pequenas coisas as mais valiosas, porque elas vêm naqueles momentos em que estamos mais frágeis e precisando de algum apoio.

Neste caso também existem exceções. Já convivi com pessoas que diziam detestar a mãe, que o pai era maravilhoso e a mãe era uma crápula. Para mim, isso sempre foi muito estranho porque tive uma mãe maravilhosa. Minha reação com esta pessoa era tentar fazer com que a visse a situação de outra forma, mas não tinha jeito e ela passava a me contar os absurdos que a mãe fazia e de como o pai era maravilhoso. Tenho o mesmo pensamento sobre aquela frase muito repetida por amantes de cachorros. “Desconfie de quem não gosta de cães”. Acho que não é bem assim porque alem de ser apaixonada pelos nossos dois cãezinhos, eu também adoro todos os outros e não me considero uma pessoa maravilhosa. Tenho muitos defeitinhos de fabricação. Eu já convivi com pessoas apaixonadas por cães, que não eram seres incríveis e que com o passar do tempo tiveram comportamentos detestáveis, como por exemplo, fazer com que um companheiro de trabalho fosse demitido em beneficio próprio. O pior é que até onde eu sei, ele não sabe disso e deve continuar achando que ela é uma pessoa maravilhosa! E não sou eu que vou contar a ele toda a traição que sofreu pelas costas, porque sei que as coisas tendem a correr seu curso naturalmente e como digo sempre, um dia a casa cai e a verdade virá à tona, ou então posso dizer “O feitiço vira contra o feiticeiro” ou ainda “Aqui se faz, aqui se paga”.

Bem, deixando as “viagens” de lado, já estou voltando para a Terra para continuar de onde parei. Como eu dizia, eu estava passando por um período de ansiedade. Depois de cinco minutos que eu havia acabado de almoçar eu já estava com fome novamente e ia para a cozinha assaltar a geladeira ou o armário onde estavam as bolachas. Eu passava o tempo todo com fome e desesperada porque quando me olhava no espelho eu me detestava cada vez mais porque não parava de engordar. Minha sorte é que caí nas mãos de médicos excelentes que foram certeiros na recomendação dos antidepressivos e por isso estou eliminando o peso que adquiri e voltando ao meu normal.

Quando eu me queixava da minha condição, algumas pessoas diziam: Você está ótima, ou então, depois de um tempo todo mundo engorda mesmo ou ainda, você estava muito magra ou qualquer outra frase parecida. A questão é que eu não me sentia bem física e emocionalmente, eu não me conformava em estar gorda e estava muito infeliz por causa disso. Para que ninguém me considere uma anoréxica eu fiz o calculo do meu IMC (Índice de Massa Corporal) antes e depois.


Cálculo do IMC
Para fazer o cálculo do IMC é muito fácil, basta dividir seu peso em quilogramas pela sua altura ao quadrado (em metros) e depois comparar o resultado aos valores da tabela IMC. Vejam o meu caso abaixo:

Meu peso normal, antes de engordar.
Meu peso = 52
Minha altura = 1,53
IMC = 52 ÷ 1,53²
IMC = 52 ÷ 2,34
IMC = 22,2

Meu peso máximo até o inicio do tratamento.
Meu peso = 63,5
Minha altura = 1,53
IMC = 63,5 ÷ 1,53²
IMC = 63,5 ÷ 2,34
IMC = 27,1

Tabela IMC
Abaixo de 18,5 Você está abaixo do peso ideal
Entre 18,5 e 24,9 Você está em seu peso normal
Entre 25,0 e 29,9 Você está acima de seu peso (sobrepeso)
Entre 30,0 e 34,9 Obesidade grau I
Entre 35,0 e 39,9 Obesidade grau II
40,0 e acima Obesidade grau III


Como vocês podem ver pela tabela, antes eu tinha um peso considerado normal e depois de engordar os onze quilos passei para o sobrepeso e eu sabia que isso não era bom. Eu já estava perdendo o controle da situação e sabia que em pouco tempo poderia me tornar uma pessoa obesa porque eu não parava de engordar.

Obesidade grau l !!!
IMC = 70,5 ÷ 1,53²
IMC = 70,5 ÷ 2,34
IMC = 30,1

Para que eu entrasse na faixa do primeiro grau de obesidade bastaria que eu chegasse aos setenta quilos, isso quer dizer que se eu engordasse mais sete quilos eu já seria considerada obesa e daí em diante seria cada vez mais difícil voltar ao meu peso normal.

Para mim era muito difícil estar neste estado. Desde que comecei a engordar fui perdendo as minhas roupas e eu me recusava a me desfazer delas porque nunca me conformei com esta situação. Meu guarda-roupa estava lotado de coisas que não podia vestir e eu usava um cantinho do lado direito onde eu colocava o que tinha para usar. Era muito triste para mim, abrir o guarda-roupa e vê-lo lotado de roupas que eu adorava e que não me serviam mais. Isso era uma tortura? Claro que sim. Eu sentia essa tortura principalmente nos finais de semana, mas essa agonia ajudava a reforçar a necessidade que eu sentia de voltar ao normal. Era terrível quando eu tinha algum compromisso importante ou quando simplesmente queria sair mais bonita para ir ao cinema ou qualquer outra coisa. Eu separava a roupa e quando ia me vestia percebia que não estava vestindo bem porque já tinha engordado mais um pouco, nestas horas eu ficava desesperada, mal humorada, chorava e perdia toda a vontade de sair.

A depressão deve ter sido a responsável pelo meu aumento de peso. Eu não tinha vontade de sair de casa para nada, tornei-me sedentária, não conseguia mais subir uma ladeirinha sem me sentir cansada e tinha dificuldade em andar rápido, não tinha vontade de cuidar de mim e muito menos da casa, perdi toda a vaidade que sempre tive e quase não me olhava mais no espelho, ela mexeu com a minha libido também porque perdi a vontade de namorar com o meu marido, eu me sentia muito infeliz, sentia muita tristeza, só tinha vontade de ficar deitada, dormia muito e chorava muito também.

Eu procurava disfarçar este problema na frente de outras pessoas, inclusive do meu marido, porque sabia que existe o preconceito em relação à depressão. As pessoas não conseguem entender o que sentimos e se tentamos explicar, muitas podem pensar que estamos mentindo ou exagerando. Se vocês me perguntarem por que eu tenho depressão, porque me sinto deprimida, porque não tenho vontade para nada eu não vou saber explicar, eu já me perguntei isso milhares de vezes e não encontrei a resposta. Nas piores fases já cheguei ao ponto de sentir vontade de morrer, não digo de me matar porque acho que não tenho coragem para tanto. O que uma pessoa deprimida sente é muito ruim, pode ser o dia mais lindo do ano com um sol maravilhoso, mas continuamos a ver tudo cinza e sem graça. Gostaria muito que parentes e amigos de pessoas deprimidas lessem isso para despertar nelas a vontade de tentar entender um pouco melhor as atitudes de um deprimido e para que não o julguem mais.

Agora que estou em tratamento os piores sintomas da depressão já melhoraram muito, mas no momento, o que está tendo um efeito maravilhoso sobre a minha pessoa é o fato de estar emagrecendo, de estar voltando ao normal e de estar recuperando o aspecto que eu tinha antes. Imaginem a minha alegria quando tive a idéia de experimentar pela primeira vez uma daquelas calças que não me servia mais e constatar que poderia usá-la. Eu não usava esta roupa desde 2002 e fiquei super feliz quando me vi no espelho sem aquela barriga horrorosa e aqueles pneus detonantes em volta da cintura.

Não é só a pessoa doente que sofre por causa das conseqüências de alguma doença, as pessoas mais próximas também são afetadas e sofrem também. Algumas vezes eu me pergunto por que tem que existir coisas tão terríveis como a depressão que leva a pessoa para o fundo do poço, o câncer que até hoje continua sendo um tabu porque alguns ainda são fatais, a fibromialgia que causa tanta dor, o transtorno bipolar que é mil vezes pior que a depressão e muitas outras doenças terríveis. Por quê? Para que? Dizem que os problemas fazem de você uma pessoa melhor. Em que a depressão e a fibromialgia estão me tornando uma pessoa melhor? Só porque estou aprendendo a me conhecendo melhor vou me tornar uma pessoa melhor? O fato de estar me conhecendo melhor só traz benefícios para mim. Acho que estas perguntas vão ficar sem respostas.


Este site calcula o seu IMC
http://www.indicedemassacorporal.com/

A tabela de IMC pode ser encontrada em diversos sites sobre saúde e dieta.

Até a próxima


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O que é IMC
O Índice de Massa Corporal (IMC) é um método para avaliação de peso.
É aceito e adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas não deve ser usado para avaliar o peso de crianças, idosos e pessoas musculosas.
O IMC tem critérios diferenciados para avaliação de alguns grupos étnicos, como por exemplo, os asiáticos.
O IMC é um método preliminar para avaliação de peso, mas se o médico achar necessário deve ser feitos outros exames para complementar.


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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Solidão



Ultimamente estou ficando muito em minha companhia!

Muitas vezes nos sentimos só mesmo não estando sozinhos. A principio é uma sensação bem ruim porque sentimos desamparo, mas como temos a mesma capacidade dos animais, que também o somos, entra em ação a lei da sobrevivência e acabamos, não sem sofrimento, conseguindo lidar com a solidão.

Quando tenho algum sentimento me incomodando vou consultar meu psicólogo, o Dr. Net, e sempre encontro as mais diversas respostas.

Dêem uma olhadinha em mais uma poesia que encontrei no Site de Poesias.
http://sitedepoesias.com.br/



Da solidão e do solitário

É na solidão que se conhece a si mesmo
Pois acesa a lamparina da consciência
A ilusão desmorona e ficamos frente a frente
Com os demônios e monstros que há dentro de nós
E é impossível mentir quando estamos a sós com essas feras.

Inegável são a reflexão e a reciclagem na solidão
Por estarmos a sós não podemos nos omitir
Nem adquirir o anonimato do meio da multidão
O céu transforma-se em inferno e a confusão nasce
Pois é na solidão que os ouvidos enxergam
E os olhos ouvem, enquanto a boca respira
E o nariz fala a voz inconfundível do silêncio.

Solidão também é companhia
Companhia de nós mesmos
O “eu” que muitas vezes abandonamos a esmo
Para viver nas asas e sombras alheias
Enquanto nosso espírito se asfixia
Com tanta ilusão e mesquinharias.

Quem disse que companhia
Significa ausência de solidão
A muitas maneiras de ser só
Solitário em pensamentos
Solidão intelectual
Mas a pior solidão é a do poeta
Que acompanhado pelas estrelas
Embebido de noites prateadas
Não pode pegá-las...


Davi Roballo

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